Se existe um destino que faz parte da lista de desejos de muitos viajantes, esse lugar é Machu Picchu. Considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno e Patrimônio Mundial da UNESCO, a antiga cidade inca impressiona pela sua história, arquitetura e pela paisagem cercada pelas montanhas dos Andes.
Mas apesar de ser um dos pontos turísticos mais famosos da América do Sul, organizar uma viagem para Machu Picchu pode gerar muitas dúvidas. Afinal, qual a melhor forma de chegar? Quanto custa? Onde comprar os ingressos? Qual circuito escolher? Vale a pena contratar um guia?
Por isso, depois de fazer esse passeio por conta própria, reunimos neste guia reunimos tudo o que você precisa saber para visitar Machu Picchu em 2026, desde o planejamento da viagem até os custos reais. No final do artigo, mostramos exatamente quanto gastamos em cada etapa para você ter uma ideia do orçamento necessário.
Como chegar em Cusco
Antes de visitar Machu Picchu, você precisará chegar a Cusco, cidade que serve como principal base para explorar a região. É dali que partem os trens, excursões e boa parte dos transportes até Aguas Calientes, o povoado localizado aos pés da cidadela inca.
Existem três formas principais de chegar a Cusco: avião, ônibus ou trem.
Avião: a forma mais rápida
O aeroporto de Cusco recebe voos diários vindos de diversas cidades peruanas, principalmente de Lima, que costuma ser a principal porta de entrada no país. E em breve, o aeroporto de Cusco será substituído por outro aeroporto em Chinchero, na região do Vale Sagrado, o que facilitará o acesso com voos diretos do Brasil, sem precisar passar por Lima.
O trajeto entre Lima e Cusco leva aproximadamente 1 hora e 20 minutos, e as principais companhias aéreas que operam essa rota são:
- JetSMART
- Latam
- Sky Airline

Ônibus: opção mais econômica
Apesar de ser uma alternativa mais barata, é importante saber que boa parte do trajeto passa por estradas sinuosas nas montanhas. Se você costuma enjoar em viagens de ônibus, talvez essa não seja a melhor escolha. Além de também ser um trajeto bem mais demorado do que de avião.
As principais rotas são:
- Lima → Cusco (20 a 24 horas)
- Arequipa → Cusco (cerca de 10 horas)
- Puno → Cusco (aproximadamente 7 horas)

Trem: uma experiência turística
Diferente do que muitas pessoas imaginam, não existe trem direto de Lima até Cusco.
No entanto, há uma rota turística bastante famosa ligando Puno a Cusco, operada pela PeruRail.
Essa viagem é considerada uma atração à parte. O trem cruza paisagens impressionantes dos Andes peruanos, passando por montanhas, vilarejos e planícies, tornando o deslocamento uma verdadeira experiência.
Como o valor costuma ser bem mais alto do que o ônibus ou o avião, essa opção costuma valer a pena para quem deseja transformar o próprio trajeto em um passeio turístico.

Mal de altitude
Uma das maiores preocupações de quem viaja para Machu Picchu é o famoso mal de altitude, também conhecido no Peru como soroche. E isso acontece porque a diferença de altitude entre o Brasil e Cusco é enorme.
Para efeito de comparação, Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil, está a cerca de 1.628 metros de altitude. Ou seja, Cusco está praticamente ao dobro dessa altitude.

Com menos oxigênio disponível no ar, é comum que o organismo precise de um tempo para se adaptar.
Os sintomas mais frequentes são:
- dor de cabeça;
- falta de ar;
- tontura;
- cansaço;
- enjoo;
- perda de apetite.
Nós recomendamos que você reserve os primeiros dias em Cusco para passeios mais tranquilos, evitando grandes esforços físicos logo após chegar.
Outra dica importante é manter-se bem hidratado, evitar bebidas alcoólicas nas primeiras 24 horas e fazer refeições leves. Em muitos hotéis e restaurantes você também encontrará o tradicional chá de coca, bastante utilizado pelos moradores locais para ajudar na adaptação à altitude.
Embora o mal de altitude costume passar em um ou dois dias para a maioria das pessoas, cada organismo reage de uma forma diferente. Por isso, respeite os limites do seu corpo e não tenha pressa para fazer atividades mais intensas.
Vale a pena contratar um seguro viagem para o Peru?
Embora o seguro viagem não seja obrigatório para entrar no Peru, nós sempre recomendamos viajar protegidos, principalmente em destinos de altitude como Cusco.
Além do risco de passar mal por causa da altitude, imprevistos como intoxicação alimentar, torções durante trilhas, cancelamentos de voos e extravio de bagagem podem acontecer em qualquer viagem.
Nós sempre contratamos nosso seguro pela Real Seguro Viagem, onde é possível comparar planos de diversas seguradoras e escolher a opção com melhor custo-benefício. Além disso, você pode utilizar o cupom CABENAMALA para conseguir desconto na contratação.
No fim das contas, o valor do seguro representa uma pequena parte do custo total da viagem, mas pode evitar um prejuízo muito maior caso aconteça algum imprevisto.
Melhor época para visitar
A resposta depende do tipo de experiência que você procura. Algumas pessoas preferem céu limpo e maior chance de ver a paisagem sem nuvens, enquanto outras priorizam economizar ou evitar multidões. De forma geral, o clima na região é dividido em duas estações: seca e chuvosa.
Maio a setembro: estação seca
Entre maio e setembro acontece a estação seca, considerada a melhor época para visitar Machu Picchu.
Nesse período, as chuvas são bem menos frequentes, o céu costuma ficar mais limpo e a visibilidade das montanhas é muito melhor. Além disso, as trilhas ficam mais seguras e a chance de conseguir aquela foto clássica da cidadela é maior.
Se você pretende fazer a Trilha Inca, esse também costuma ser o período mais recomendado.
Por outro lado, essa é a alta temporada no Peru. Nos meses de junho, julho e agosto, Machu Picchu recebe visitantes do mundo inteiro, o que significa:
- maior movimento;
- ingressos esgotando rapidamente;
- passagens de trem mais caras;
- hotéis com preços mais elevados.
Por isso, se pretende viajar nessa época, faça todas as reservas com bastante antecedência.

Novembro a março: época de chuvas
Isso não significa que vai chover o dia inteiro, mas as pancadas de chuva são muito mais frequentes e existe uma chance maior de encontrar neblina cobrindo Machu Picchu.
Além disso, algumas trilhas podem ficar escorregadias e certas atividades ao ar livre acabam sendo prejudicadas pelo clima. Em compensação, essa também é a época com menos turistas. As montanhas ficam extremamente verdes e os preços de hospedagem costumam ser mais atrativos.
Um detalhe importante é que a Trilha Inca fecha durante todo o mês de fevereiro para manutenção, então, se esse é o seu objetivo, evite viajar nesse período.

Como chegar até Aguas Calientes
A cidadela de Machu Picchu fica localizada em uma região montanhosa, próxima de Cusco, e o acesso é bastante controlado. Mas antes de chegar na entrada de Machu Picchu, você tem que chegar em Aguas Calientes. Por isso, existem apenas três formas principais de chegar até lá:
- trem (ou bimodal: trem + ônibus)
- van + caminhada pela Hidrelétrica
- trilhas, como a Trilha Inca e a Salkantay
Cada opção possui vantagens e desvantagens, e a melhor escolha vai depender do seu orçamento, do tempo disponível e do tipo de experiência que deseja viver.
Trem para Machu Picchu
Essa sem dúvida, é a opção mais prática e comum de ir pra Machu Picchu.
Além de confortável, o trem transforma o deslocamento em um passeio, já que acompanha o rio Urubamba durante praticamente todo o percurso, passando por montanhas, vales e muita vegetação. As enormes janelas panorâmicas fazem com que a viagem seja uma atração à parte.
É importante saber que os trens não saem diretamente do centro de Cusco em todos os horários. Dependendo da passagem comprada, o embarque poderá acontecer em uma destas estações:
- San Pedro (é a mais próxima da Plaza Mayor)
- Wanchaq
- Poroy
- Ollantaytambo (muitas pessoas saem do passeio do Vale Sagrado e vão pra essa estação)
Algumas passagens também são vendidas no formato bimodal, em que você faz o primeiro trecho de ônibus ou van até Ollantaytambo e, de lá, embarca no trem.

PeruRail ou Inca Rail?
As duas empresas que operam a rota são a PeruRail e a Inca Rail. A PeruRail é a mais tradicional e possui maior quantidade de horários, além de oferecer partidas de diferentes estações. Já a Inca Rail surgiu posteriormente, com foco em uma experiência mais personalizada e moderna. Atualmente, boa parte das viagens dela acontecem no formato bimodal.
Ambas oferecem diferentes categorias de vagões, variando conforme o nível de conforto e os serviços incluídos. E dependendo da categoria escolhida, a viagem pode incluir lanches, bebidas, músicas ao vivo e apresentações de danças típicas.
Nós viajamos na categoria Expedition, da PeruRail, e preferimos comprar alguns lanches no dia anterior para levar durante a viagem. Foi uma ótima escolha e ajudou a economizar.
Outro detalhe importante é que tanto a PeruRail quanto a Inca Rail permitem levar apenas uma bagagem de mão de até 8 kg por passageiro. Caso você esteja hospedado em Cusco, o ideal é deixar a mala principal no hotel e levar apenas o necessário para a visita.


Nossa dica para comprar o trem
Assim que comprar o ingresso de Machu Picchu, já reserve também o trem.
Na hora da compra, verifique cuidadosamente:
- estação de embarque;
- horário de saída;
- horário de retorno;
- compatibilidade com o horário do ingresso.
Lembre-se de considerar também o tempo necessário para pegar o ônibus entre Aguas Calientes e a entrada de Machu Picchu, que leva cerca de 30 minutos. Comprar tudo com antecedência ajuda não apenas a garantir os melhores horários, mas também evita ficar sem disponibilidade, principalmente durante a alta temporada.
Van + Hidrelétrica
Se o seu objetivo é economizar, essa provavelmente será a melhor opção. A rota da Hidrelétrica é muito popular entre mochileiros justamente porque custa uma fração do valor do trem.
Depois de aproximadamente 6 a 7 horas de estrada saindo de Cusco, a van chega até a Hidrelétrica de Machu Picchu. A partir dali, não há mais transporte. É preciso caminhar acompanhando os trilhos do trem até chegar a Aguas Calientes. O percurso possui aproximadamente 10 quilômetros e costuma levar entre 2h30 e 3 horas, dependendo do ritmo de cada pessoa.
Se você tem tempo disponível e quer gastar menos, é uma ótima alternativa. Por outro lado, se pretende fazer um bate-volta ou prefere conforto, provavelmente o trem será uma escolha mais interessante. Além disso, a van pode não ser muito segura, então é bom pensar nisso também.
Fazer uma trilha até Machu Picchu
Para muitas pessoas, a trilha é muito mais do que um caminho até Machu Picchu. Ela faz parte da própria experiência. Existem diferentes opções, sendo a Trilha Inca a mais famosa de todas. Ela dura cerca de quatro dias e termina com uma chegada emocionante pelo Portão do Sol (Inti Punku), de onde os viajantes têm a primeira vista panorâmica de Machu Picchu.
Além dela, existem outras rotas bastante procuradas, como:
- Trilha Salkantay;
- Trilha Lares.
Cada uma possui características diferentes em relação ao nível de dificuldade, duração e paisagens. Independentemente da escolha, todas exigem preparo físico, organização e um investimento maior do que a viagem convencional.
Além disso, a Trilha Inca possui número limitado de vagas e costuma esgotar vários meses antes, principalmente durante a alta temporada. Então se esse é o seu sonho, o ideal é começar o planejamento com bastante antecedência.
Dica: se você pretende fazer uma trilha até Machu Picchu, recomendamos assistir ao vídeo da Pamela e do Isaque, que mostram toda a experiência na Trilha Inca e dão diversas dicas úteis para quem deseja fazer esse percurso.
Como chegar em Machu Picchu
Depois de chegar a Aguas Calientes, também conhecida como Machu Picchu Pueblo, você ainda não estará na entrada da cidadela. Para subir até Machu Picchu, existem duas opções: pegar o ônibus ou fazer o trajeto a pé. O ônibus leva aproximadamente 30 minutos e percorre uma estrada de zigue-zague pela montanha até a entrada do sítio arqueológico.
Essa é a opção mais utilizada pelos visitantes, principalmente porque ajuda a economizar energia para conhecer Machu Picchu. As passagens podem ser compradas antecipadamente pela internet ou presencialmente em Aguas Calientes.
Existe apenas uma empresa responsável pelo transporte nesse trajeto. Durante muito tempo, o serviço foi conhecido como Consettur, mas atualmente você pode encontrar a operação e as informações de compra associadas ao nome Camino a la Maravilla.
Nós preferimos comprar tudo antecipadamente pela internet: ingresso para Machu Picchu, trem e ônibus. Dessa forma, já viajamos com todo o roteiro organizado e não precisamos perder tempo procurando bilhetes no destino.
Como comprar o ingresso para Machu Picchu
Essa é uma das etapas que mais exigem atenção no planejamento da viagem. Os ingressos para visitar Machu Picchu são vendidos por meio do sistema oficial de reservas do Ministério da Cultura do Peru. A compra pode ser feita pelo site oficial: tuboleto.cultura.pe/llaqta_machupicchu
Nossa recomendação é comprar o ingresso com MUITA antecedência, principalmente se você pretende viajar durante a alta temporada. Normalmente, o Ministério da Cultura do Peru divulga o calendário de vendas do ano em janeiro, por isso é importante ficar de olho nas atualizações oficiais caso você esteja planejando sua viagem para lá. Em 2026 por exemplo, os ingressos para maio e junho praticamente esgotaram em janeiro, já na abertura das vendas.

Uma alternativa é tentar comprar o ingresso presencialmente em Aguas Calientes. Todos os dias existe uma quantidade limitada de ingressos disponibilizada para venda, mas essa opção envolve um risco importante: você pode chegar ao destino e não encontrar disponibilidade para o dia ou horário que deseja.
Por isso, se Machu Picchu é uma das principais razões da sua viagem ao Peru, o ideal é não deixar essa compra para a última hora.
Nossa recomendação
Se você já sabe a data em que estará em Machu Picchu:
- Escolha o circuito que deseja fazer;
- Confira os horários disponíveis;
- Compre o ingresso;
- Depois compre o trem de ida e volta de acordo com o horário do ingresso;
- Reserve o ônibus considerando o tempo necessário para chegar à entrada.
Essa ordem é importante porque o ingresso de Machu Picchu é o item que deve determinar todo o restante do seu planejamento.
Qual circuito escolher?
A visita a Machu Picchu é organizada em circuitos, que determinam o caminho que cada visitante pode fazer dentro do sítio arqueológico. Atualmente, existem três circuitos principais, que possuem diferentes rotas e ramificações. A escolha do circuito deve ser feita no momento da compra do ingresso e é muito importante prestar atenção, porque cada um proporciona uma experiência diferente.
Circuito 1: Panorâmico
O Circuito 1 é voltado principalmente para quem deseja ter uma visão panorâmica de Machu Picchu. Ele passa por áreas mais altas e oferece alguns dos melhores pontos para observar a cidadela de cima. É uma boa alternativa para quem deseja priorizar as fotografias e ter uma visão mais ampla do conjunto arqueológico, porém esse circuito não passa por dentro da cidadela. Além disso algumas rotas dele exigem um preparo físico maior e estão disponíveis somente em alta temporada.

Circuito 2: Clássico
O Circuito 2 é considerado por muitos visitantes uma das opções mais completas para conhecer Machu Picchu. Isso porque ele permite ter uma visão panorâmica, assim como no circuito 1, mas também passa por diferentes áreas da cidadela e proporciona uma experiência mais próxima da parte clássica do sítio arqueológico. Ele possui duas rotas, e elas são bem parecidas entre si, nós fizemos a Rota 2B: Terraza Inferior, e amamos!
Porém, esse é o primeiro circuito a esgotar, então se você pretende fazer ele, é bom reservar o quanto antes, independente da data da sua viagem.

Circuito 3: Realeza
O Circuito 3 é uma alternativa que passa por áreas relacionadas somente à parte inferior da cidadela.
Algumas rotas estão disponíveis somente em alta temporada, e também podem exigir um nível de preparo físico alto. Por isso, antes de comprar, recomendamos entrar no site oficial e verificar exatamente qual rota está incluída no ingresso que você está escolhendo.

O melhor horário para visitar Machu Picchu
Além de escolher o circuito, você também precisa escolher o horário da entrada, essa é uma decisão que pode fazer bastante diferença na sua experiência.
De acordo com a nossa guia, os horários entre 8h e 11h da manhã costumam ser os mais concorridos. Durante a alta temporada, porém, é possível encontrar bastante movimento em praticamente todos os horários.
Outro fator que você deve considerar é o clima. Nas primeiras horas da manhã, existe uma maior possibilidade de encontrar neblina cobrindo parte das montanhas e da cidadela. Isso não significa que a vista será ruim, mas pode ser que você precise esperar um pouco até que o tempo abra. Nós escolhemos entrar às 13h e tivemos uma experiência excelente (fomos em dezembro). O clima estava perfeito e conseguimos aproveitar bastante a visita.

Também escolhemos esse horário porque fizemos um bate-volta a partir de Cusco. Como o nosso deslocamento de trem já levaria algumas horas, não queríamos sair de madrugada para chegar muito cedo a Machu Picchu.
Na nossa opinião, não existe necessariamente um “melhor horário” universal. A escolha depende muito do seu roteiro. Se você vai dormir em Aguas Calientes, pode escolher um horário mais cedo e aproveitar o dia com calma. Se vai fazer um bate-volta desde Cusco, é importante calcular muito bem o tempo de deslocamento, tanto da ida quanto da volta.
O ideal é montar todo o seu roteiro de trás para frente. Comece pelo horário do ingresso de Machu Picchu e, a partir dele, escolha o ônibus e o trem.
Antes de escolher o horário, considere:
- tempo de viagem de Cusco até a estação;
- horário do trem;
- tempo do trajeto de trem;
- aproximadamente 30 minutos de ônibus até Machu Picchu;
- horário do ingresso;
- tempo necessário para retornar à estação;
- horário do trem de volta para Cusco.
Vale a pena contratar um guia em Machu Picchu?
Na nossa opinião, sim. O guia fez toda a diferença na nossa experiência.
Machu Picchu não é apenas um lugar bonito para tirar fotos. A cidade possui uma história enorme e muitos detalhes que podem passar despercebidos para quem visita sozinho. Sem essas explicações, você pode olhar para uma construção de pedras e não entender exatamente o que está vendo. Com um bom guia, a visita ganha muito mais contexto.
Por isso, se você está investindo para conhecer Machu Picchu, acreditamos que vale a pena reservar uma parte do orçamento para fazer o passeio acompanhado por um profissional.
Assim que você chega em Aguas Calientes, vai ver vários guias com coletes azuis, quando fomos o valor era padrão entre eles (os que não usam esse colete cobram mais caro), nós pagamos 200 soles pela guia, que na época deu R$ 328, e o valor era o mesmo independente da quantidade de pessoas no grupo, então quanto mais gente, mais barato fica.
Vale a pena contratar uma agência?
Essa é uma escolha bastante pessoal. É perfeitamente possível organizar a viagem por conta própria, como nós fizemos. Compramos os ingressos, reservamos o trem, compramos o ônibus e organizamos todos os horários. Porém, isso exige mais planejamento.
Ao contratar uma agência, você paga mais pela comodidade e pela tranquilidade de ter alguém organizando esses detalhes para você. Por isso, nossa recomendação é comparar não apenas o preço do pacote, mas também o que está incluído. Alguns pacotes incluem apenas o transporte e os ingressos. Outros incluem guia, alimentação, transfers e acompanhamento durante todo o passeio.
Se a diferença de preço não for muito grande, pode ser interessante contratar uma agência, especialmente se você não tem experiência organizando viagens internacionais. Por outro lado, se você gosta de planejar suas próprias viagens e quer economizar, é totalmente possível fazer Machu Picchu por conta própria.
O que vestir para visitar Machu Picchu?
Uma das coisas que mais nos surpreendeu durante o nosso passeio foi a mudança de temperatura ao longo do dia. Nós começamos o dia usando roupas mais quentes, mas, conforme o sol apareceu, a temperatura subiu bastante e terminamos o passeio usando roupas mais leves. Por isso, nossa principal recomendação é: vista-se em camadas. Assim, você consegue tirar ou colocar roupas conforme a temperatura muda.
Para visitar Machu Picchu, recomendamos:
- roupas leves e confortáveis;
- uma blusa ou casaco;
- calça confortável;
- tênis ou outro calçado confortável;
- boné ou chapéu;
- capa de chuva ou jaqueta impermeável.
Também é importante pensar na temperatura durante os outros momentos do seu roteiro. O trem pode ser mais frio por causa do ar-condicionado e, durante a noite, Aguas Calientes e Cusco podem apresentar temperaturas mais baixas. Por isso, mesmo viajando durante os meses mais quentes, recomendamos sempre levar pelo menos um casaco.
O que levar para Machu Picchu?
Para evitar problemas durante a visita, recomendamos preparar sua mochila com antecedência.
Alguns itens que não podem faltar são:
- Passaporte ou CIN/RG: precisa ser o mesmo documento utilizado para comprar o ingresso;
- Ingresso: tenha o ingresso salvo no celular e, se possível, também impresso;
- Água: principalmente porque você fará uma caminhada;
- Protetor solar: o sol pode ser forte, mesmo quando a temperatura está agradável;
- Repelente: você estará em uma região de bastante vegetação;
- Boné ou chapéu: ajuda a proteger do sol;
- Capa de chuva: principalmente durante a estação chuvosa;
- Calçado confortável: você passará bastante tempo caminhando.
Outra dica muito importante é: vá ao banheiro antes de entrar em Machu Picchu. Nós recomendamos usar o banheiro em Aguas Calientes antes de subir ou antes de entrar no sítio arqueológico. A visita possui um percurso definido e não dá para sair e voltar para continuar o passeio.
Quanto gastamos para visitar Machu Picchu?
Agora vamos à pergunta que provavelmente mais interessa para quem está planejando a viagem: quanto custa visitar Machu Picchu? Nós fizemos a visita por conta própria em baixa temporada, e reservamos tudo 1 mês antes da viagem.

Esse valor considera o trem, o ônibus, o ingresso e o guia. É importante lembrar que os preços podem variar conforme a cotação do sol peruano, do dólar, a época do ano, a categoria do trem e a antecedência da compra.
Além disso, esse valor não inclui gastos como:
- hospedagem;
- alimentação;
- transporte entre o aeroporto e Cusco;
- transporte até a estação de trem;
- passeios em Cusco;
- seguro viagem;
- compras e souvenirs.
Por isso, se você estiver planejando uma viagem ao Peru, considere esse valor como uma referência para o passeio em si e faça um orçamento separado para os demais gastos da viagem.
Afinal, vale a pena visitar Machu Picchu?
Depois de todo o planejamento, dos deslocamentos e do investimento, podemos dizer com tranquilidade que sim, vale muito a pena visitar Machu Picchu! É um daqueles lugares que impressionam não apenas pela beleza, mas também pela história e pela forma como a antiga cidade foi construída em meio às montanhas.
Ao mesmo tempo, é importante entender que visitar Machu Picchu exige planejamento. Nós fizemos todo o passeio por conta própria e, para nós, o mais importante foi comprar os ingressos e transportes com antecedência e organizar os horários para que tudo se encaixasse. Se você está planejando conhecer Machu Picchu em 2026, nossa principal dica é: não deixe para organizar tudo na última hora.
E se você quiser continuar planejando sua viagem pelo Peru, aproveite para conferir também nossos outros conteúdos sobre Cusco, Vale Sagrado, Maras e Moray, Montanha Colorida e Machu Picchu. Assim, você pode montar um roteiro completo pela região e descobrir todos os detalhes da nossa viagem pelo país.
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